segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Recados:
1- Não devemos esquecer que nesta quarta-feira devemos entregar o projeto das entrevistas. Também devemos levá-lo salvo para repassar para a profe.

2 - Devemos levar cartolina e pincel atômico para prática do dia.

att
Marcia Regina Penz

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

recado

OLÁ COLEGAS

VAI AÍ MAIS UM RECADO DA PROFE;

Que o trabalho das entrevistas deverão ser entregue na proxima aula impresso e levar também salvo em pendriwe para que eu possa salvar em meu pc.
 
O aviso se estende a TODOS.
 
 
ADELAIDE BORN
 
colegas dão uma olhada no aviso da profe
 
Para a próxima aula, os alunos deverão levar cartolina e pincel atômico para realizar trabalhos em grupos referente a disciplina.
 
 
Obrigada
 
 
Marilei Siqueira

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Processos Historiograficos - Marclei Mayer



Acadêmica: MARCLEI INES GOSSLER MAYER
Curso: Licenciatura em História
Disciplina: Processos Historiográficos

CARACTERÍSTICAS HISTÓRICAS DA COMUNIDADE DE LINHA CHAPÉU, ITAPIRANGA.

Antes mesmo de iniciar meus estudos do curso de História, busco me aproximar de comunidades que possuem algum referencial histórico importante, que me reportem ás raízes do nosso povo.
No domingo do dia 19 de agosto, participei da Tradicional Festa do Leitão Assado na localidade de Linha Jaboticaba, São João do Oeste. Como é uma comunidade próxima á Linha Sede Capela e Linha Chapéu, esta última é a comunidade histórica mais importante do município de Itapiranga, por ter recebido a primeira família imigrante do município de Itapiranga no ano 1925, 1 ano antes do inicio da colonização de Porto Novo, hoje Itapiranga. Foi pra lá que me dirigi.
O primeiro ponto histórico que visitei foi à igreja de Linha Chapéu. A edificação foi construída em 04/10/1953. No local, existe um Monumento em homenagem aos pioneiros da localidade, que chegaram entre os anos 1925 e 1926.
A vista do alto do morro da igreja é espetacular. O Rio Uruguai, que supera a largura de 1.000 metros no lugar, aparecia como um gigante diante dos olhos. Uma maravilha.
Em seguida, me dirigi ao cemitério da comunidade, onde jaz o casal pioneiro de 1925, Margareta e Johann Düngersleber, os primeiros desbravadores da mata virgem de Porto Novo, que costeava o imenso e imponente Rio Uruguai.
No mesmo sentido da estrada estreita de chão batido, encontra-se uma casa em estilo germânico, saudosa, com belos traços originais desenhados nas paredes, portas e janelas. É uma casa construída no ano 1951. Após uma rápida parada para os registros fotográficos, sigo pela estrada de chão batida, em direção á morada da primeira família imigrante de Porto Novo, Düngersleber.
Numa encruzilhada da estrada, eis que vejo uma parte da mais rica história regional, conhecida por poucas pessoas. Uma sensação de euforia, encantamento e emoção se misturam diante da história despida á minha frente. Um monumento e 3 cruzes, formam o túmulo onde três crianças estão sepultadas. As três crianças morreram nos três primeiros meses em que a família esteve em Porto Novo, por causas distintas: excesso de esforço físico, bicheira e a terceira, caiu numa panela com sopa.
Entro na casa. Lindas pinturas moldam as paredes da casa abandonada ao tempo, sem moradores. Muitos objetos históricos consegui encontrar na casa como um ferro de passar aquecido á brasa, tesoura, máquina de costura Olímpia, máquina de centrifugar mel entre muitos outros objetos. Tomando coragem, respirei fundo e subi no sótão, que, aliás, é característico em quase todas as casas de pioneiros em Porto Novo, o qual servia de depósito de alimentos da família, ao subir os degraus meu coração ficou aflito, uma sensação indescritível tomou conta de mim imaginando o cotidiano dessa família que lutava incansavelmente pela sua sobrevivência em meio à mata virgem tomada de perigos e sem assistência, largada a própria sorte, contando com sua bravura e confiança em Deus. No sótão, haviam muitos sacos com pertences certamente da família, um separador de arroz, mas o que mais me chamou a atenção foi a estrutura do telhado, a forma como ele foi construído, tudo feito manualmente, mostrando a força e habilidade destes pioneiros. A casa se mostrava imponente e preservada, em virtude da madeira que foi usada na construção, madeira esta retirada braçalmente da mata, sendo lapidada e esculpida servindo de alicerce e base para portas, janelas, vigas, telhado e assoalho. Para o assoalho foi dada uma atenção toda especial, muito bem tratado, lustrado e emendado, uma obra prima que se encontra em perfeitas condições.
Ao sair da casa, me despedi das crianças ali sepultadas, agradecendo e orando para que continuassem em paz. Depois de explorar esse lugar sagrado, mágico e inspirador, me dirigi ao outro lado do riacho, que corta a comunidade, onde visitei uma casa construída no ano de 1950, ainda mais antiga que as anteriores. Esta construção já se diferenciava das demais em relação á sua arquitetura, também possuía um sótão enorme muito quente, calor este característico das casas cobertas por chapas de zinco. A casa era em estilo legitimamente germânico, onde a madeira e o concreto desenhavam formas geométricas nas paredes, aliás, as paredes eram extremamente altas, o que dava um ar de imponência ainda maior á casa.
Depois de visitar esta simpática casa, fui conhecer a Volta de Capela, o famoso vilão dos balseiros, conhecido como “o Pedrão”, o Casarão de Sede Capela, o Primeiro Hotel e o Primeiro Comércio, edificações estas, que irão render outras belas histórias.
Conhecer estes pontos históricos, com suas características preservadas, faz despertar um sentimento valioso em nosso ser. Gostaria de retornar outra vez e ver tudo restaurado, com acesso melhor para que se possa divulgar mais, para que nossas crianças na escola tenham desde já a sensibilidade de reconhecer e valorizar as origens do povo de Itapiranga.
O interior do nosso município é um museu a céu aberto. Basta ter vontade de estudar e visitar estes pontos que ainda existem e precisam urgentemente ser preservados e restaurados, pois assim, como nós envelhecemos as madeiras e tudo que ainda se encontra em pé, também não serão eternos.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Boa noite!!!
Colegas nesta próxima quarta-feira dia 05/09/2012 não teremos aula.
Este recado foi repassado pelo profe Marilei.
Aproveitem para estudar e adiantar a atividade extra classe.

Marcia Regina Penz

sexta-feira, 24 de agosto de 2012




CARTA DE AUTORIZAÇÃO

 



                            Eu, ..................................... inscrito no CPF sob o nº .............................e no RG nº ..........................., residente e domiciliado à (endereço), autorizo o Sr. (nome Do acadêmico) inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar), a usar as informações declaradas nesta entrevistas para uso de publicação em livros  que será para fins de estudo do Curso de História da Uniasselvi, com Polo em Itapiranga.

 

 

 

                                        Itapiranga, (dia) de (mês) de (ano).

 

 

 

 

                                                      Assinatura)
                                                      (nome)





                                                                    Obs: Se necessário, reconhecer firma.

HISTÓRIA ORAL -

 

 

Como fazer uma entrevista?

A pesquisa histórica não se baseia apenas em documentos escritos ou imagens, mas também na narração de fatos por parte das pessoas que presenciaram ou que têm maior conhecimento dos mesmos. Neste caso, outra ferramenta pode ser utilizada pelo pesquisador para adquirir novas informações acerca do objeto de estudo. Trata-se da entrevista, um recurso da História Oral.
Na História Oral pode-se fazer duas divisões em se tratando de relatos, segundo o historiador Gwyn Prins: "Existe uma tradição Oral - a qual representa um 'testemunho oral transmitido de uma geração para a seguinte ou as demais' -; Existe também um Remeniscência Pessoal: Evidência oral específica das experiências de vida do informante" (Wikipedia, 2007).
Segundo Olga Rodrigues de Moraes von Simson, do Centro de Memória da Unicamp, a História Oral "possibilita que indivíduos pertencentes a categorias sociais geralmente excluídas da história oficial possam ser ouvidos - deixando registradas para análises futuras sua própria visão de mundo e aquela do grupo social ao qual pertencem". Apesar de ser um método prático e cada vez mais usado, a entrevista apresenta algumas deficiências, mas que podem, de certa forma, serem superadas: "o entrevistado pode ter uma falha de memória, pode criar uma trajetória artificial, se auto-celebrar, fantasiar, omitir ou mesmo mentir.
O que poderia ser percebido como um problema, acaba se transformando em um recurso, uma vez que o próprio entrevistador, no ato de produção da narrativa histórica, não deixa de produzir uma versão do que entendeu ter acontecido. Mesmo quando o pesquisador tenha certeza de que o entrevistado esteja mentindo conscientemente, cabe a ele, entrevistador, tentar entender as razões da 'mentira', ou seja, quais os motivos que estão levando a pessoa a mentir, podendo ser aplicado o mesmo no caso da ilusão biográfica, quando o indivíduo faz uma produção artificial de si mesmo. No caso de esquecimento, para ajudar suprir essa falha, podem-se usar os chamados 'apoios de memória', como fotografias, objetos e outras coisas que possam ajudar o entrevistado a se recordar melhor dos fatos em pesquisa". (op. cit.).
Se formos analisar a credibilidade dos recursos de pesquisa histórica, sejam documentos ou oralidade, iremos nos deparar sempre com a interpretação ou a crítica pessoal de quem o fez, cabendo ao pesquisador/entrevistador saber aproveitar as informações que lhe convém e criar suas próprias considerações. "[...] nenhum documento pode nos dizer mais do que aquilo que o autor pensava – o que ele pensava que havia acontecido, queria que os outros pensassem que ele pensava, ou mesmo apenas o que ele próprio pensava pensar. Nada disso significa alguma coisa, até que o historiador trabalhe sobre esse material e decifre-o", é o que comenta Edward Hallet Carr, citado no site Wikipedia.
A entrevista possibilita um contato direto com o "ator/autor" da História. Esse envolvimento pode resultar num trabalho dinâmico, abrangente e até mais realista, traz
endo, assim, o passado para o presente.
Agora, vejamos os passos básicos para realizar uma boa entrevista:

COMO FAZER UMA ENTREVISTA

1. Preparar antes da entrevista um roteiro com alguns dos assun­tos importantes a abordar. Ao partir para a entrevista, é fun­damental saber o que vamos perguntar.
2. Conversar com o entrevistado sobre nossos objetivos e descobrir se realmente deseja colaborar conosco. Não se obriga ninguém a ser entrevistado.
3. Escolher local e hora apropriados, para que a entrevista se dê sem interrupções. Num ambiente ou momento onde entrevista­do ou entrevistador estejam com pressa torna-se impossível a realização da entrevista.
4. Em lugar de apenas anotar o que o entrevistado diz, é melhor e mais adequado, se possível, levar um gravador para ficar tudo registrado, de tal forma que não se perca parte alguma daquilo que o entrevistado disse.
5. A entrevista não deve ser interrogatório e sim diálogo.
6. O entrevistador deve respeitar as opiniões do entrevistado, mesmo quando não concordar com elas.
7. O entrevistador deve dar oportunidade para que o entrevistado fale tudo o que desejar, no tempo que quiser.
8. Nunca fazer nova pergunta enquanto o entrevistado ainda não tiver terminado de expor seu pensamento em relação à pergun­ta anterior. Não interromper desnecessariamente a fala do outro.
Dê essas dicas ao seu aluno.
REFERÊNCIAS

SIMSON, Olga Rodrigues de Moraes von. O que é História Oral. Disponível em:
www.centrodememoria.unicamp.br/laho/index.htm. Acesso em 23 mai 2007.

WIKIPEDIA. História Oral. Disponível em:
Escrito por:      MARILEI LURDES GIACOMINI SIQUEIRA - 24/08/2012 14:37
Categoria(s): Sem Categoria